segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

A MODÉSTIA NA NUDEZ

 

A criação de Adão: análise da obra de Michelangelo - Toda Matéria 

 

Quando se fala de modéstia pensamos justamente em estarmos bem vestidos, com roupas não muito curtas e nem muito justas. E de fato é verdade que isso faz parte da modéstia. Mas modéstia não se resume a estar bem vestido, modéstia é uma virtude moral ligada à temperança, orientando a viver com decoro, humildade e respeito. Mas estar nu não feriria a modéstia? A resposta é que depende. Nesse texto, explicarei como em determinadas situações, a nudez pode contribuir para a modéstia, e como tratar nudez como um tabu pode na verdade ferir a modéstia como virtude.

Primeiramente, quando modéstia fala sobre vestimenta, fala sobre vestimenta adequada ao contexto, e que não sexualizem o corpo e nem demonstrem falta de respeito. Não é imodesto homem usar bermuda e sandália de dedo no dia-a-dia em ambientes casuais, mas é imodesto homem usar isso para uma entrevista de emprego, tanto quanto para assistir à missa. Na verdade, quando estamos diante de Deus, devemos usar nossas melhores roupas sempre, preferencialmente roupas sociais, e na falta delas, a melhor e mais simples calça jeans e os menos chamativos calçados fechados, e jamais usar regata. Modéstia também se refere ao comportamento da pessoa, evitando ao máximo falas vulgares e obscenas por exemplo.

Mas para que a modéstia seja verdadeira e não apenas um escrúpulo vazio, precisa ser vivida de corpo e alma. A pessoa deve buscar a pureza. Um homem olhar uma mulher nua, ou uma mulher olhar um homem nu, pode provocar sentimentos de atração sexual, portanto é algo que deve ser evitado ao máximo. Mas entre pessoas do mesmo sexo, a realidade é diferente. Por via de regra, pessoas do mesmo sexo não se sentem atraídas sexualmente entre si, fora exceções que irei falar sobre elas mais para frente. Quando criamos um tabu da nudez em qualquer contexto, ela sempre será vista com malícia, e provocará sentimentos de malícia em quem presenciar, ferindo a virtude da modéstia.

Quando um grupo de homens por exemplo, em ambiente adequado, ficam confortáveis em estarem nus entre si, estão exercitando a virtude da pureza, pois não vêem seus corpos com sentimento de malícia, mas de naturalidade. A pureza é essencial para que viva a modéstia corretamente! E como já sabemos que modéstia é sobre vestimentas adequadas ao contexto, a nudez social nesse caso não está ferindo a modéstia, pois estão nus num contexto específico, onde não há malícia. Apenas o desejo de se sentirem mais à vontade e confortáveis. O mesmo vale para vestiários onde todos tomam banho juntos (idealmente sem se importarem com isso), e até mesmo nas casas de banho medievais, onde as regiões com maior influência da Igreja era incentivado que separassem por sexo, seja no horário ou com duas partes diferentes da casa, uma para homens e outra para mulheres.

 A Santa Igreja jamais condenou a nudez social, apenas orientou para o contexto. O tabu da nudez começou com o surgimento do movimento puritano, que passou a pregar muitos exageros que deixaram muitas pessoas escrupulosas, condenando o consumo de qualquer entretenimento que não seja diretamente com objetivo puramente cristão, a nudez em qualquer circunstância, e até mesmo o consumo moderado de tabaco e álcool passaram a ser vistos como "do demônio". Curiosamente, foi depois disso que veio a revolução sexual na década de 60, onde a sociedade degenerou-se completamente.

No geral, é prudente evitar que pessoas de sexos opostos fiquem nuas juntas, pois isso pode provocar sentimentos de excitação sexual, ferindo a castidade. Claro que nem sempre isso é verdade, existem pessoas que não sentem esse tipo de excitação com tanta facilidade. E tem situações onde isso se faz necessário, como em exames médicos por exemplo. 

Quanto às exceções que falei anteriormente, de fato existem pessoas homossexuais e bissexuais, mas pessoas verdadeiramente homossexuais são poucas. Muitos pensam ser homossexuais por deturpação mental devido ao vício em masturbação e pornografia, que corrompeu suas mentes. Homossexuais/bissexuais de verdade (que são poucos), que querem ter uma vida pura e santa, devem evitar a nudez social, pois isso pode provocá-los de fato. Mas quando alguém heterossexual tem esse tabu com a nudez, corre o risco de desenvolver um transtorno de ter dúvidas de sua sexualidade (HOCD é chamado). 

Para concluir, defendo que devemos normalizar a nudez entre pessoas do mesmo sexo no contexto adequado, pois isso pode ajudar no desenvolvimento espiritual das pessoas. Se algum dia a Igreja condenar essa visão, eu a abandonarei imediatamente. Mas acredito que isso nunca vá acontecer. 

  

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Graxaim Gestão de Banca: gestão de banca para apostas esportivas!

 

 


Eu fazia a gestão de banca e controle de métodos de minhas apostas usando duas planilhas, e eu achava meio chato usá-las porque não são muito intuitivas. Então decidi desenvolver meu próprio programa de gestão de banca em Lazarus (Free Pascal), e ele já está em plenas condições de uso!
O programa ainda está em fase beta, ou seja: instabilidades podem aparecer. Recomendo que usem-o não como único meio de gestão de banca, mas sim como uma ferramenta a mais! Pelo menos até que o programa esteja 100% testado por diversas pessoas e comprovado que funciona perfeitamente em qualquer computador!


Vocês podem baixá-lo clicando aqui!



quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Solução para a pobreza no Brasil num ponto de vista distributista



 

 

God's Dogs | Release the Hounds
 Depois de muito tempo sem postar no meu blog, decidi trazer uma idéia que tive há um tempo atrás, para a solução da pobreza no Brasil. Sim, pobreza, e não apenas a fome. O Bolsa Família como funciona atualmente, serve apenas de cabide eleitoral e torna as pessoas dependentes do Estado, além de fazê-las não quererem trabalhar para receber dinheiro de graça do governo. Portanto, venho aqui trazer uma idéia para resolver esse problema, num ponto de vista distributista. Mais uma vez caso não saiba o que é distributismo, leia este artigo da Sociedade Chesterton Brasil antes de continuar. (Link abrirá em uma nova janela). Sem mais delongas, vamos lá: Primeiro de tudo, precisa não eliminar, mas modificar o Bolsa Família. O auxílio de 600 reais deve ser temporário (seis meses ou um ano), e depois disso a pessoa precisará renovar. Mas para renovar pela primeira vez, a pessoa precisará obrigatoriamente abrir ou já ter aberto um MEI, aí poderá manter o auxílio de 600 reais até a próxima renovação.Então, na segunda renovação, a pessoa deverá provar que, com o trabalho de MEI, consegue um lucro menor que um salário mínimo para continuar recebendo 600 reais, e caso já consiga o valor aproximado de um salário mínimo, o auxílio será reduzido pela metade (300 reais), e poderá continuar renovando dessa maneira se o lucro continuar nessa faixa, porém o tempo para renovar será reduzido pela metade.
Acabando o prazo da última renovação, se a pessoa já consegue o lucro com o trabalho 30% maior que um salário mínimo, perderá o direito do Bolsa Família.
Dessa maneira, as pessoas se obrigarão a renovar o Bolsa Família para continuar recebendo, e serão obrigadas a trabalhar para obtê-lo. Logo, não serão mais dependentes do Estado e a prática estará incentivando o surgimento de pequenos produtores e pequenos comerciantes.

sábado, 12 de setembro de 2020

Fotografia analógica: Por que gosto tanto?

Minha mini-coleção de câmeras analógicas.
Primeiro, devo deixar claro que não sou nenhum fotógrafo profissional. Sou só um amador que busca informação a respeito do assunto, e tira algumas fotos por puro passatempo. Então aqui eu falarei a respeito da fotografia analógica, segundo a minha perspectiva. Sem mais delongas, vamos lá...
Quando criança eu gostava bastante de fotografia. Se via alguém com uma câmera já queria uma foto.
Meu pai tinha uma câmera SLR, uma Zenit DF-300 (Aquela última à direita na imagem), tiramos muitas fotos juntos com essa câmera, quando saímos juntos para ir no campo, zoológico, ou na serra.
Até que chegou um momento que ele não quis mais saber de fotografia analógica por achar muito obsoleta, e me deu de presente a câmera dele.
Eu lembro que, quando conheci as câmeras digitais, eu fiquei impressionado pela tecnologia, e comecei a querer ver a foto quando batiam. Mas conforme fui crescendo, a fotografia analógica foi desaparecendo, e ao mesmo tempo eu fui perdendo interesse na fotografia. Eu até tirei algumas fotos digitais, mas foram poucas comparado com o resto do povo à minha volta... Tirei mais para registrar o momento do que por prazer. Dava de ver gente da minha turma do ensino médio tirando várias e várias fotos quando fomos para Porto Seguro - BA, e eu lá, só tirei algumas poucas fotos pra não dizer que não tinha registro nenhum. E assim foi com todas as viagens/passeios que participei...
A câmera que meu pai me deu estava parada em um canto pegando poeira (por mais que eu desse uma limpada de vez em quando), porque eu usava mais como decoração. Eu tinha vontade de comprar filme para usá-la, mas não sabia nem se ainda existia, e achava que as pilhas do fotômetro (que é necessário para ela funcionar), poderiam ser difíceis de achar.(PS: Antes que me crucifiquem, hoje eu armazeno minhas câmeras de maneira adequada, ok?)
E assim ficou por muito tempo. Até que de repente, no começo deste ano, quando fui para Florianópolis com minha mãe ver a Ponte Hercílio Luz que tinha acabado de ser re-aberta, eu cismei que queria tirar fotos com filme. Pela primeira vez em muito tempo, me veio essa força de vontade de ir atrás de filme para comprar.
A princípio eu usaria a SLR que meu pai me deu, mas em uma das lojas de fotografia que fui, colocaram na minha cabeça que não seria uma boa idéia usar a minha SLR, por conta de alguns fungos na lente. No fim, acabei usando uma compacta analógica que eu tinha guardada (Uma Kodak S300MD, não está na foto que mostrei), e as fotos ficaram com uma qualidade horrível.
Uma das poucas fotos
que prestaram, tirada com a
"saboneteira" Kodak.

A lente dela estava em condições piores do que a lente da minha SLR. Mas ao menos foi prazeroso ter essa primeira experiência com filme depois de tanto tempo, e fiquei com vontade de testar a SLR.
Encontrar as pilhas para fazer a SLR funcionar não foi nada difícil, e pela graça de Deus, mesmo depois de tanto tempo parada sem fazer funcionar, a câmera estava lá, funcionando! Quando revelei meu primeiro filme com ela, eu amei os resultados, apesar das cores meio opacas. (Afinal, tinha fungos na lente.) Posteriormente mandei limpar os fungos da lente, e então as fotos ficaram perfeitas. Algumas de minhas fotos estão no meu Instargram, caso queiram ver.
Desde então, eu me apaixonei por fotografia analógica! Foi o que me fez voltar a ter aquele gosto pela fotografia que eu tinha na infância. A experiência de fotografar com filme é totalmente diferente do digital, pois existe sempre aquele mistério de como a foto ficou. A melhor parte de tudo, é quando esquece o que fotografou antes de mandar revelar o filme, pois aí nós somos muito mais surpreendidos. Além do próprio resultado: O filme sempre terá uma imagem diferente do digital.
Essa relação maior que temos com nossas fotos que a fotografia analógica nos oferece, é o que me faz preferí-la no lugar da digital. No digital, nós muitas vezes costumamos tirar muitas fotos, sem dar o devido valor à cada uma delas, para depois ter que escolher as melhores (Isso é: Quando a gente não tem pena de excluir as ruins e acaba deixando para pesar mais na memória). Eu pessoalmente nunca fui muito fotogênico por conta disso, sempre senti como algo muito vazio ficar tirando auto-retratos ("selfies" como queira chamar), foto da comida e afins só pra mostrar, e não ter esse valor pela fotografia propriamente dita. Claro, não estou dizendo que é impossível ter esse tipo de relação com a fotografia digital, muito pelo contrário... Sei que entusiastas e fotógrafos experientes tem essa relação. Mas é muito mais difícil tê-la na fotografia digital. É a mesma lógica de quem prefere ouvir música com disco de vinil do que com o celular ligado num sistema de som por bluetooth: No vinil, a relação com a música tende a ser muito maior, por ele ser mais favorável à isso.
Eu ando aprendendo bastante sobre fotografia analógica. Inclusive recomendo o canal no YouTube Câmera Velha, para quem estiver interessado no assunto.
Agora muitos podem perguntar: "Fotografia analógica é mais difícil que digital"? Bom, eu posso dizer que não. Continua sendo fotografia, os conceitos de foco, diafragma, flash, obturador e afins, continuam exatamente a mesma coisa. Então, a fotografia analógica, na minha opinião, não é mais difícil que digital. PORÉM, a fotografia analógica exige uma atenção maior e mais paciência, pois não dá pra ver na hora a foto que saiu, e sequer dá pra "apagar e tentar de novo". Uma segunda tentativa vai resultar  no gasto de mais um fotograma do filme.
A fotografia analógica pode ser mais difícil caso esteja acostumado a fotografar tudo no automático sem usar o modo manual no digital, e comece com a fotografia analógica usando uma câmera 100% mecânica, sem nenhuma automatização. Eu pessoalmente não tive dificuldades com minha SLR, que é mecânica porém tem o obturador automático.
Alguns também podem perguntar: "Tem alguma vantagem na fotografia analógica sobre a digital?" Bom, sim! Existem vantagens práticas na fotografia analógica. A principal vantagem, está em ambientes com muita luz: Dá de super-expôr o filme muito mais que o digital, sem perder informação da foto. Enquanto no digital, se super-expôr, a foto "estoura" e perde informações. (Mas por outro lado, o contrário acontece em ambientes com pouca luz: O digital se sai melhor em sub-exposição do que o filme). Outra vantagem do filme também está na hora de fotografar pessoas (retratos por exemplo), pois o filme captura melhor detalhes da pele da pessoa. Enquanto no digital a pele não fica tão detalhada. Existe também um detalhe do filme, que pode ser tanto uma desvantagem quanto uma vantegem (e que eu considero como um charme), é o fato do filme geralmente não capturar muito bem detalhes de sombras. Isso dá um resultado com uma luz mais uniforme e menos sombras na foto.
Há muito o que falar sobre fotografia analógica, mas se eu falasse tudo, essa postagem ficaria muito grande. Então deixarei pra falar mais a respeito em futuras postagens aqui no blog. Então isso é tudo por hoje! Fiquem com Deus e com sua Mãe Maria Santíssima!

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Idolatria aos animais, e aversão ao ser humano.

Hoje em dia é muito comum ver essa inversão de valores... Pessoas que colocam animais no mesmo nível (ou até mesmo acima), de um ser humano. "Mães de PET" que tem a coragem de chamar um cachorro de "filho" e gastam uma fortuna com roupinhas e acessórios (Sem nem se perguntar se o seu bichinho fica a vontade usando aquelas coisas), e não duvido nem que seriam capazes de preferir salvar seu cachorro do que a própria vida, no caso de uma tragédia. Preferem tratar um cahorro como filho, do que ter um filho de verdade para educar, ensinar, vê-lo crescer... Seja por preguiça de ter que criar, ou por simplesmente odiar crianças... Sim, isso existe.
É notável a aversão que essas pessoas tem pela figura do ser humano, independente de quem seja. Eles emanam um ódio pelo ser humano, dizendo que "é cruel" e "que o ser humano merece deixar de existir". Sabe o que isso me cheira? Me cheira algo satânico. Satanás também odeia a figura do ser humano, pois fomos criados como imagem em semelhança de Deus. E isso o enoja. Muitos provavelmente vão me chamar de "crentelho fanático" por tirar essa conclusão, mas não ligo... A verdade dói, né?
Mas quanto à "sermos cruéis", de fato, todos nós carregamos a mancha do pecado original, e por isso temos a tendência para todo o tipo de pecado que se pode imaginar. Alguns tem uma tendência maior para pecar contra a castidade, outros tem uma tendência maior pela ganância, etc. Só que nós não podemos esquecer que somos racionais! Ou seja: Temos a liberdade para agir contra nossos instintos! As demais espécies não tem esse privilégio, não sabem distingüir o certo do errado, e não sabem agir contra os próprios instintos. Pois não é para isso que eles foram criados, mas nós sim!
Portanto, meu caro "animólatra", largue essa imbecilidade. Indignado com os erros dos seres humanos à sua volta? Tudo bem, está com a razão. Mas ao invés de ficar nessa frescura de querer idolatrar animais, faça a diferença você mesmo! Faça sua parte! Você é racional, tem poder de sair da zona de conforto! Por exemplo: "Olha como o ser humano abandona os filhos assim que nasce, que crueldade!" Realmente, uma crueldade. Então vá lá no orfanato e adote uma criança! Não pode adotar? Tudo bem... Esse seu dinheiro que sempre doa para Ongs de animais de rua, pelo menos uma parte dele poderia ser doada para orfanatos, não acha? Temos orfanatos em péssimas condições que exigem nossa ajuda! Não seja hipócrita, de que adianta ficar reclamando dos erros dos outros, e não fazer nada para mudar a si mesmo e ser uma pessoa melhor?
"Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão." - Mateus 7:5
Blogueira e seu feneco, alimentado por
dieta vegana
Junto com essa onda de "animolatria", surgem idéias malucas, uma delas é o veganismo. Claro... Nada contra a decisão do cara em optar por não consumir carne (ou nada de origem animal como no caso dos veganos), afinal cada louco com sua mania, não é? Eu também tenho minhas próprias loucuras como vocês bem sabem. Mas a minha crítica vai para o "veganista", ou seja: Aquele vigano militante chato pra dedéu que quer porque quer convencer a todos a parar de comer carne, pois "estamos praticando crueldade com os animais indefesos". KEK. Até parece que não sabem, que na natureza os próprios animais matam uns aos outros para se alimentar... Aliás, muitos desses veganos que dizem ser contra a "crueldade com os animais", praticam crueldade com seus próprios bichinhos de estimação. Quem se lembra do caso da vegana que quase matou um feneco por não dar carne para ele comer?
Um feneco saudável
Pra ser sincero, não duvido nem que o pobre feneco já tenha batido as botas à essa altura... Isso não é crueldade com os animais? Deixar o bicho sofrer assim por não dar a alimentação adequada? Experimenta alimentar um leão só com vegetais para ver o que acontece! Não vou entrar no mérito do "se vegano é saudável ou não", pois  primeiro que não sou nutricionista e nem pretendo ser, ô gentinha chata... E segundo, que o assunto aqui não é nutrição. 
Um fato engraçado... Já vi veganos ditos "cristãos", que falam como se o consumo de carne fosse um pecado mortal, pois estamos "assassinando" criaturas de Deus. Ora, Nosso Senhor Jesus Cristo comia cordeiro enquanto estava entre nós. E seria uma blasfêmia tremenda dizer que Nosso Senhor pecou.
Não há desculpa para ser um "veganista militante", a não ser uma idolatria burra aos animais, e este é o assunto dessa postagem: A idolatria aos animais. Essas pessoas seriam capazes de, num incêndio, preferir salvar um cachorro do que uma criança. O mais engraçado é que essas pessoas se acham imaculadas, por amarem os animais. E acham que amam eles mais do que nós, simplesmente por não sermos adeptos desse neo-paganismo praticado por eles.
Existe um outro tipo de "animólatras", e estes são os mais tristes de se ver... São aqueles que defendem e protegem pragas! Isso mesmo, pragas! Imagina alguém ser tão doente por essa idolatria aos animais, a ponto de sentir pena de matar uma barata, um rato, um inseto peçonhento... Para ter uma idéia, há vídeos no YouTube de pessoas que colocam metal derretido num formigueiro (ABANDONADO) para formar esculturas, certo? Pois então, nesses vídeos, eu mesmo já vi centenas de comentários xingando o autor, por ter supostamente matado meras formigas! Isso é ridículo... Parece que tem que deixar claro que o formigueiro foi abandonado para então fazer esses experimentos... Por mim eu faria num formigueiro ativo e to nem aí! Afinal de contas, formigueiros são pragas em nossos jardins. E estes mesmos que defendem pragas, sempre procuram uma oportunidade de demonizar o ser humano, "porque NÓS invadimos o território deles, somos invasores! Nós quem devemos morrer e não eles!" Ok amiguinho, leve um rato para sua casa, durma com ele. Faça isso para ver se tu não pega uma leptospirose ou uma peste negra... Quero ver toda essa sua aversão ao ser humano, no momento em que sua mãe, avó ou até mesmo filho for picado ou mordido por uma dessas pragas, pegar uma doença grave (e na pior das hipóteses até morrer). Tudo porque você, Sr. Imaculado Defensor dos Animais, não quis eliminar aquela praga.
"Onde quer que haja adoração aos animais, ali haverá sacrifício humano." - G. K. Chesterton
Não se enganem, amigos! Essa "animolatria" é satânica. Os animais são importantes? Sim! Eles também são criaturas de Deus, "nossos irmãos" como diz São Francisco de Assis. Porém, cuidado! Não nos deixemos levar pela idolatria.
Mas então é isso! Amemos sim os animais, porém não à exemplo dessas pessoas que estão completamente fora da casinha, e sim amemos os animais à exemplo de São Francisco de Assis! Ele nos ensina muito a respeito de como devemos ser bondosos com os animais. Amá-los não significa colocá-los num pedestal, mas sim colocá-los na mesma categoria de criaturas de Deus, e que por isso devem ser respeitadas! Fiquem com Deus e com sua Mãe Maria Santíssima!

REFLEXÃO: Furry Fandom e distributismo.

Antes de começar, devo deixar claro: Não é minha intenção "politizar a fandom", e sim é só uma reflexão minha de um tempo atrás. então sintam-se livres para discordar de mim e dizer onde eu errei se for o caso.
Outra observação: Antes de ler, recomendo que ao menos saiba o que é distributismo. Caso não saiba, leia este artigo da Sociedade Chesterton Brasil, que explica tudo de forma bem resumida e didática.
Enfim... Sem mais delongas, é o seguinte: Eu estava refletindo um tempo atrás, e eu tirei a conclusão que, talvez, daria para considerar a Furry Fandom uma espécie de exemplo prático de distributismo.
Meu raciocínio é esse: Existe comércio de produtos como histórias em quadrinhos, comissões de artes do fursona, fursuits, e muitos outros produtos relacionado à arte antropomórfica. Porém, não existem por exemplo, grandes corporações multinacionais para fabricação de fursuits, certo? Se existe, desconheço. Pois todos esses produtos, são feitos por meio de manufatura. As comissões de desenhos e afins também, são sempre feitas por artistas totalmente independentes. Resumindo, a economia dos Furries é literalmente movimentada por pequenos produtores, mesmo que alguns desses sejam muito famosos...
E ainda: Esses artistas, muitas vezes parte da renda são de doações feitas por seus fãs que querem apoiar ainda mais o seu trabalho. Esse tipo de atitude é fortemente encorajada no distributismo!
E por mais que até possa haver algum tipo de concorrência e/ou rivalidade entre alguns artistas, isso nem chega perto da concorrência de grandes empresas por exemplo. E de modo geral, os artistas inclusive ajudam uns aos outros: Compram artes uns dos outros, trocando idéias e compartilham suas técnicas de forma que pode-se dizer que é solidária. Mais uma vez, é algo totalmente distributista.
Ao meu ver, só não dá para dizer que a Furry Fandom seja um distributismo puro, porque muitos "produtores" da Fandom ainda dependem de serviços ligados à grandes empresas, para por exemplo receber o pagamento de suas comissões, ou para publicar seus livros/histórias em quadrinhos. Porém existem bancos e editoras de livros que são cooperativas, ou seja: Soluções distributistas para esses tipos de serviços.
Então, essa foi a reflexão. Para mim faz muito sentido, e para vocês? Sintam-se livres para comentar o que acharam. Fiquem com Deus e com sua Mãe Maria Santíssima!


[Essa postagem eu copiei de uma publicação que fiz no Facebook, mas fiz algumas alterações.]

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Fitas K7... Na era do MP3.


À essa altura do campeonato, todos já devem saber que os discos de vinil ainda são um formato bem utilizado mesmo com tantas inovações do digital. (Caso não saiba, está sabendo agora UwU). Mas, existe um segundo formato de áudio analógico, que também está voltando a ganhar uma certa notoriedade, ainda que seja "à passo de tartaruga": Fitas K7.
Sim, ela mesma, aquela que tu rebobinava com caneta Bic e fazia listas de reprodução do rádio ou do vinil. Mas, por quê? Por que fitas K7 na era do MP3? Bom amiguinho, eu lhe devolvo a pergunta: Por que não?
Para quem ainda não descobriu o poder dessas fitinhas, elas costumam ter uma má fama em questão de qualidade de áudio. Mas as pobres fitas só tem essa má reputação por mal-uso da maior parte do povo. A verdade é que fita K7 exige muito mais limpeza e ajustes do que o vinil. Pois diferente do vinil, que sem a limpeza e a manutenção fica apenas com "pops" e chiados, porém o potencial de som continua o mesmo; as fitas K7 sem a manutenção adequada, ficam com o som literalmente horrível: Como se alguém tivesse abafado as caixas de som com um travesseiro.
E claro que o povão, na maioria das vezes, tava nem aí pra manutenção periódica do toca-fitas. Sequer sabem que dá de ajustar o azimute da cabeça de leitura, e nunca limpavam ela e o rolo pressor. (Inclusive por isso que as fitas enrolavam, o rolo pressor precisa ser limpo para isso não acontecer!) Mas a verdade é que, uma fita K7 de alta qualidade, em um bom toca-fitas, pode soar tão bem quanto ou até melhor que um arquivo MP3 de qualidade! Como é possível ver nesse vídeo, onde compararam fita K7 boa e toca-fitas bom, VS fita K7 ruim e toca-fitas ruim, VS arquivo MP3 de qualidade.

E aí, ainda acha que fitas K7 tem um som ruim? :3
Claro, não sou nenhum entusiasta de som, então não tenho embasamento para dizer qual formato tem o som melhor. Porém eu pessoalmente, prefiro o som da fita K7.
"Ah mas se eu quero som de alta qualidade eu baixo músicas em FLAC, que vantagem tem fita K7?" Boa pergunta... Não é um formato conveniente de ser usado. Mas é aí que está a diversão de usá-lo! Que graça tem um formato que a pessoa consegue ouvir só com dois cliques, e consegue pular de faixa de forma simples e ainda escolher o tempo certo que quer ouvir a faixa? Não tem graça nenhuma... O trabalho que dá em usar uma fita K7 é simplesmente parte da diversão, igual fotografia analógica (que eu também vou escrever uma postagem a respeito dela mais pra frente), onde a diversão está justamente no que chamam de "desvantagens".
A fita K7 é chato de pular de faixa, e é extremamente difícil selecionar o tempo específico que quer ouvir a faixa. Mas e daí? Dane-se as faixas! Só põe a fita, senta a bunda nesse sofá e curte o som! Em todos os ramos, seja na fotografia, no vídeo ou na música; a era digital nos encheu de vícios. É comum que, hoje em dia, a gente ao invés de simplesmente sentar e curtir a música, queira ficar "trocando de faixa" porque "já ouviu o suficiente daquela música". As limitações do analógico te ajudam a apreciar melhor cada música justamente por conta disso, seja no vinil ou na fita K7. (Ainda que o vinil tenha menos limitação nesse ponto, já que consegue trocar de faixa simplesmente movendo a agulha até a "linha preta" que divide as faixas. Mas ainda não é tão conveniente quanto no digital.).
A verdade é que o povo tá muito preguiçoso na era digital... Antigamente usava fita K7, disco de vinil e afins sem reclamar, e curtia o som numa boa. Hoje em dia, só de pensar em simplesmente ter que levantar a bunda do sofá pra pôr a mídia no aparelho de som "porque não suporta bluetooth", já ficam se doendo... Tudo bem, nada contra a decisão dos outros de preferir as comodidades do digital, afinal cada um é cada um... Eu quem sou o louco de preferir o contrário rsrs.
Enquanto os outros saem por aí ouvindo músicas com seus smartphones, eu saio por aí ouvindo música com meu walkman pendurado na cintura. "Ah mas tu não tem vergonha de se mostrar usando walkman?" NÃO! :3 Podem falar a vontade, podem me chamar do que quiser, mas não abro mão do meu Walkman UwU.
Então amiguinhos, isso é tudo... Em breve pretendo fazer uma postagem sobre discos de vinil também, que ao menos é um formato menos subestimado (e inclusive muitos super-estimam como "melhor formato do mundo"). Mas enfim, até a próxima! Fiquem com Deus e com sua Mãe Maria Santíssima.